***
Poderia escrever-te mais uma carta,
contar-te outro novo segredo,
mostrar-te quem sou amar-te.
Não há porta alguma
para além de nós,
tanto como nós.
Sou tu e és eu. Uma complacência,
uma serena(ta) do tempo que nos vem
matando, do destino que nos vem
fazendo falar inglês com o outro.
Consegues ouvir?
Há uma cama nossa que chora,
coitada, toda a tristeza
minha e tua… desespero…
Mas esse alguém aparecerá.
Esse alguém correrá para ti,
como corre o frio rio
em nossas veias plantado,
atirado, como a palavra
que te lanço ao destino:
Vejo que serás feliz.
Conseguirás aguentar?
Canta e voa, olhar belo de tudo.
Sorri e vive, paixão de todo eu!
Se não eu, porque não tu?...
Sérgio Santos















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